A Historia do Angus Verlho

A História do

Angus Vermelho

Em 1954, sete criadores inovadores decidiram usar o Angus Vermelho para desenvolver o primeiro registro de desempenho da indústria. Através de sua história, a Associação Angus Vermelho da América prosseguiu tomando todas as decisões difíceis e todas as decisões certas. Em anos recentes a raça Angus Vermelho alcançou um alto nível de popularidade entre os criadores de gado comerciais e por todos os motivos certos.

“O Angus Vermelho tem a mesma origem queo gado Angus Preto

Herman Purdy, ‘Breeds of Cattle”

A ORIGEM DO “ANGUS”
Como todas as raças modernas de gado da América, a raça Angus Vermelho teve seu começo na Europa. No século oito, segundo algumas autoridades, os valentes escandinavos ao atacar a costa da Inglaterra e Escócia trouxeram com eles um gado pequeno, de cor parda e sem chifres, que cruzou com o gado preto nativo celta, do interior da Escócia, possuidor de chifres verticais.

A natureza produziu uma raça sem chifres, de cor preta, correspondendo aproximadamente ao Angus Aberdeen Preto de hoje, embora fosse uma animal de corpo bem menor. A característica sem chifre levou muito tempo para se espalhar pelo interior e por quase mil anos ficou confinada principalmente às áreas costeiras da Inglaterra e Escócia.

Eric L.C. Pentecost, o conhecido criador inglês do gado Angus Vermelho, oferece uma explicação específica e lógica para a introdução da coloração vermelha na raça Angus Aberdeen. No século dezoito, o gado preto escocês era leve demais para servir como grandes bois de tração e assim os longhorns ingleses, predominantemente da cor vermelha, foram trazidos e cruzados com a raça preta nativa sem chifres.

Os filhotes resultantes eram todos animais pretos sem chifre, pois preto é a cor dominante e vermelho é a cor recessiva.

Entretanto, todos levavam o gene vermelho. Cruzamentos subseqüentes produziram uma média de um bezerro vermelho a cada quatro, de acordo com a lei de hereditariedade de Mendel.

ANGUS VERMELHO OU PRETO?
No início do desenvolvimento do Angus Aberdeen, Hugh Watson de Keillor, Escócia, arbitrariamente decidiu que

preto era a cor adequada para a raça, criando desta forma uma moda. Ele poderia muito bem ter escolhido vermelho.

Leon j. Cole e Sara V.H.Jones da Estação.

Experimental de Agricultura da Universidade de Wisconsin publicou um panfleto em 1920 sobre “A Ocorrência de Bezerros Vermelhos em Raças Pretas de Gado” que continha o seguinte parágrafo pertinente:

“Mais um ponto deve ser enfatizado: os exemplares vermelhos que aparecem nesta raça (Angus Aberdeen)...são de raça tão pura quanto os seus parentes pretos, não existindo nenhuma razão, em todos sentidos, a menos da cor, para que sejam menos valorizados.

O fato de serem todos descartados enquanto os pretos são mantidos deve-se simplesmente ao fator sorte que fez do preto e não do vermelho a moda estabelecida para a raça Angus Aberdeen. Se vermelho tivesse sido a cor escolhida, não teria havido nunca qualquer problema de surgirem pretos como exemplares de cor imprópria, já que vermelho sempre reproduz de acordo’.

O parágrafo precedente, escrito a mais de três décadas antes do estabelecimento da Associação Angus Vermelho, mostra a verdadeira avaliação das forças básicas dos vermelhos. Isto é enfatizado pelo recente renascimento e popularidade da linhagem vermelha do Angus Aberdeen, por todo o mundo.

ANTIGOS LIVROS DE REBANHOS ANGUS
O primeiro herd book Angus Aberdeen, publicado em 1862 na Escócia, introduziu vermelhos e pretos, sem distinção.

Esta prática continua na Grã-Bretanha hoje, como é o caso na maior parte do mundo. O Angus Aberdeen foi introduzido na América em torno do ano 1870 e logo alcançou alta popularidade. Os primeiro livros de rebanho americanos, publicados em 1886 e 1888, respectivamente, não fizeram qualquer registro da cor de animais individuais. Em 1890, foram registrados vinte e dois vermelhos no livro de rebanho de Angus Aberdeen da América dentre 2700 exemplares introduzidos naquele ano.

Por fim os vermelhos e de outras cores foram totalmente barrados do registro após 1917.

Esta severa discriminação contra a cor vermelha como um esforço para garantir uma linhagem totalmente preta trouxe um marcante declínio no número de bezerros vermelhos nascidos nos rebanho americanos.

RENASCIMENTO DO ANGUS VERMELHO
Vários criadores de gado por todo os Estados Unidos compreenderam o valor destacado dos vermelhos. Em 1945, o primeiro desses criadores de gado começou a selecionar e cruzar os vermelhos produzidos dos melhores rebanhos de Angus Aberdeen Preto da América. Em 1954, um número suficiente de rebanhos já tinha sido estabelecido para formar uma organização de criadores conhecida como “Associação Angus Vermelho da América”.

Temporariamente instalada em Sheridan, Wyoming, a Associação Angus Vermelho foi criada por sete inovadores criadores de gado como o primeiro registro de raça de desempenho dos Estados Unidos. Em agosto de 1954, o primeiro presidente da Associação, Waldo Forbes Sr., resumiu esta visão dos membros fundadores:

“A política da Associação (Angus Vermelho) é desencorajar as práticas mais artificiais de produção de gado pura raça...e colocar sua crença, ao invés, em testes objetivos, em sua maior parte consistindo de comparações, dentro dos rebanhos, de fatores de reconhecida importância econômica e conhecida hereditariedade...Ao tornar isto parte integrante do sistema de registro, os criadores de Angus Vermelho acreditam que é possível fazer um progresso ainda mais rápido rumo ao objetivo final, que é uma produção debois mais eficiente.”

Desde o início as informações de desempenho foram exigidas para o registro de todo o gado. O objetivo final era iniciar um sistema que avaliasse e selecionasse o gado de forma objetiva baseando-se em características de importância econômica.

A Associação Angus Vermelho da América: Uma Líder
A RAAA há muito tem sido reconhecida por sua visão de longo alcance na produção de bois. Em uma variedade de frentes a Associação Angus Vermelho ou direcionou a indústria ou foi uma das primeiras a adotar uma nova tecnologia. Esta atitude inconformista permitiu que a RAAA adotasse filosofias e tecnologias consideradas ainda muito arriscadas ou não convencionais pelas outras associações. Apresentamos a seguir uma amostra de algumas políticas visionárias da RAAA.
Líder no Movimento por Desempenho

Em 1954, quando a Associação tomou um passo corajoso para construir um “registro de desempenho”, a comunidade científica não tinha ainda nem chegado a um acordo sobre 205 dias como a idade de ajuste dos pesos de desmama. Apesar de já ser um hábito da Associação Angus Vermelho coletar e registrar os pesos de desmama, são poucas as associações que solicitam informações de desempenho como critério para registro ainda hoje, quando o valor e a necessidade dos dados de desempenho foram tão claramente demonstrados.

Líder em A.I. Aberta
A inseminação artificial já provou ser uma das ferramentas mais poderosas no progresso genético da indústria bovina.

Entretanto, à medida que esta tecnologia se tornou disponível, mais associações de criadores impuseram regulamentos rígidos tornando a tecnologia impraticável para muitos criadores até os anos 70. A RAAA, entretanto, desde 1954 adotou sua própria linha na qual a A.I. era aberta e irrestrita dentro da raça Angus Vermelho.

Líder em Dados de Desempenho na Sala de Exibição
Na década de 90, diversas raças começaram a usar dados objetivos na sala de exibição como uma ferramenta adicional para o juiz, além da avaliação visual tradicional dos animais. Associação Angus Vermelho foi a primeira a incorporar dados de desempenho na sala de exibição, promovendo o primeiro show de “desempenho” em 1956. Apesar da raça Angus Vermelho não ser conhecida como uma raça de ‘show’, a Associação patrocina um Show Nacional anual. Como acontece? Você adivinhou, igual a 1956, com o juiz de posse de todas as informações objetivas pertinentes, tais como as DEPs.

Líder na Promoção de Cruzamento de Raças
A RAAA desenvolveu, desde 1961, um panfleto promovendo o cruzamento de raças. Isto aconteceu aproximadamente dez anos antes da indústria começar a aceitar o cruzamento de raças como uma ferramenta para a produção comercial de vacas/bezerros. Em 1970, a Associação Angus Vermelho continuou sua liderança na indústria começando a promover um programa F-1.

O ano de 1999 marcou outra inovação da RAAA como ponta de lança de uma promoção de raça conjunta exaltando as vantagens do heterogêneo.

Líder na Oferta de Registros Abertos
Em 1980 a RAAA abriu com as demais categorias de raça inglesa ao instituir um sistema de registro de categoria. Este programa de visão manteve separado 100% do gado da categoria 1-A ,mas permitiu adicionalmente que criadores desenvolvessem gado pura raça da categoria 1-B através de um processo de melhoria de raça, e além disso, ao instituir a Categoria II e Categoria III, permitiu que a Associação mantivesse um registro de desempenho para animais de base e compostos.

Líder no Foco em Clientes Comerciais
A Associação Angus Vermelho sempre se orgulhou de ser a primeira raça focando sua atenção principal nos clientes – os produtores de vacas/bezerros. A Associação começou um Programa de Marketing Comercial em 1994. Acredita-se que seja o segundo programa deste tipo da indústria e oferece uma ampla variedade de serviços desenvolvidos para enfatizar a lucratividade dos produtores utilizando agenética do Angus Vermelho em suas operações comerciais.

Líder em Relatório Total de Rebanho

Seguindo a tradição de ser uma verdadeira “raça de desempenho” a Associação mais uma vez abriu com outras associações de raça quando, em 1995, implementou uma estrutura de taxação e sistema de relatório baseados em inventário.

 

O Relatório Total de Rebanho (THR) requer que se preste contas, anualmente, da produção de cada fêmea Angus Vermelho registrada bem como o desempenho de cada bezerro Angus Vermelho criado até o desmama. Se uma vaca e seu bezerro não forem reportados em um dado ano, a vaca será removida do registro.

Líder na Avaliação de Fertilidade

A RAAA esteve a frente da indústria em seu comprometimento na descrição objetiva de traços relacionados a procriação e fertilidade sustentada.

 

A primeira desta nova classe de DEPs foi a estimativa de permanência do Angus Vermelho. Esta DEP posiciona animais segundo a probabilidade de suas filhas continuarem produzindo no rebanho após seis anos de idade. O desenvolvimento de uma nova DEP de gravidez de novilha amplia o comprometimento da Associação Angus Vermelho nesta área vital.

Líder na Certificação de Genótipo

Em 1995, a Associação Angus Vermelho inaugurou o primeiro programa de genótipo e fonte identificada, da indústria, o Programa de Certificação de Alimentador de Bezerros (FCCP). O inovador FCCP teve a honra de ser o primeiro programa deste tipo a obter Verificação do Processo pela USDA, que certifica se um bezerro está relacionado com o pool genético do “Angus’.

 

Líder em Marketing Baseado em Valor

 

A Associação Angus Vermelho tem sido pioneira nos esforços da indústria em buscar um sistema de marketing baseado em valor. Acredita-se que a Associação seja a primeira associação de criadores a oferecer a seus membros e clientes comerciais uma grade de preços, baseada em valor, com um dos maiores frigoríficos.

Liderança fez Diferença

Angus Vermelho é Angus, mas apesar disso a história de liderança e inovação dos criadores de Angus Vermelho fez uma profunda diferença na linhagem vermelha. Evitou-se as modas passageiras que tão negativamente afetaram tantas outras raças.

 

Aliado ao foco comercial de longo prazo dos membros, o pool de genes Angus Vermelho também oferece muitas vantagens.

O Angus Vermelho fornece uma fonte consistente de traços tradicionais do Angus, incluindo a qualidade da carcaça, características maternas, facilidade de parto e tamanho moderado. Além disso, o Angus Vermelho oferece uniformidade, boa disposição e um apetite fora do comum.

O Angus Vermelho encontra, hoje em dia, uma popularidade sem precedentes tanto nos Estados Unidos quanto internacionalmente.

De fato, a crescente notoriedade da raça está criando uma demanda mundial por sua produção, na África do Sul, Austrália e América do Sul, onde a maioria do gado é de cor vermelha. Isto fez com que a raça Angus Vermelho se tornasse a raça de boi líder nos Estados Unidos em exportação de reprodutores. Nos Estados Unidos o número de Angus Vermelho triplicou de meados de 1980 a meados de 1990.

No Canadá, onde o gado Angus Vermelho e Preto são registrados juntos (o que ocorre na maioria dos países) o número de gado vermelho registrado é aproximadamente o mesmo que o da linhagem preta.

O FUTURO

Devido às inúmeras vantagens naturais com as quais a raça Angus Vermelho está dotada e baseada na herança e continuada filosofia da Associação Angus Vermelho da América, tudo faz crer que uma grande raça está surgindo. O futuro da raça como um denominador comum nos sistemas progressivos de cruzamentos de raça dos produtores de gado é ilimitado.

Como Joseph Givhan, membro fundador da RAAA, compartilhou em uma publicação anterior sobre a história da raça...“eis uma raça nobre que não irá morrer nunca, destinada a crescer e florescer. Irá cobrir as pastagens da terra eenriquecer para sempre o cultivo da humanidade”.

A cor vermelha do Angus Vermelho possui três vantagens distintas:

  1. Vermelho é a cor mais freqüente das raças de gado em todo o mundo. O Angus Vermelho fornece continuidade e uniformidade de cor a qualquer sistema de cruzamento de raça.
  2. Vermelho é mais tolerante a calor do que preto e a pigmentação bronze oferece maior resistência a câncer de olhoe úberes queimados pelo sol. A maior parte do gado do mundo está em áreas que precisam de tolerância a calor, desta forma a cor vermelha é definitivamente uma vantagem.
  3. Ao ser cruzado, o vermelho sempre reproduz de acordo. O Angus Vermelho não carrega genes diluídose vitanddesta forma os cinzentos que resultam ao se cruzar com os pretos.

 

COMO A COR VERMELHA FUNCIONA

B=gene preto dominante
b=gene preto recessivo
bb=vermelho homozigoto
BB= homozigoto preto
Bb=heterozigoto preto, portador de vermelho